Por Ricardo Calil (de Chicago - EUA)
RR: No começo do Bon Jovi muita gente não gostava da banda porque achavam que vocês eram bonitinhos demais para tocar bem. Depois de 17 anos de carreira, o que vcs tem a dizer sobre isso?
Jon > Que já não somos tão bonitinhos...
David > Fale por vc! (risos) n'so somos uma banda que toca bem ao vivo, faz bons discos... se não somos assim tão feios, vcs deveriam culpar nossos pais, não a gente.
Jon > as pessoas sempre encontram algo de que não gostam, os críticos sobrevivem disso. No começo, falavam que éramos populares por que éramos bonitinhos, mas aí veio o terceiro álbum, o quinto, o oitavo... O que eles vão dizer de uma banda com tantos anos de estrada?
David > Eu tenho um recorte de um artigo da revista Rolling Stone pendurado na minha casa em que o crítico diz que o Bon Jovi era uma cópia de terceira categoria do Quiet Riot. O tempo deixou claro que ele estava errado.
RR: Depois de cinco anos sem tocar juntos, vocês acham que será fácil encontrar de novo seu espaço junto ao público, principalmente depois da ascensão do pop adolescente do Backstreet Boys, Britney Spears, entre outros?
Jon > Ás vezes acho que sim, outras acho que não... Mas não vou me preocupar muito com isso. Eu estava vendo a MTV outro dia, passou um clip do Backstreet Boys e depois um do Limp Bizkit. O Bon Jovi provavelmente pode se encaixar no meio. Ótimo se a gente conseguisse vender 10 milhões de discos, mas eu não vou perder meu contrato se não der. Chegamos a uma posição confortável depois de tantos anos de bandae tantos discos vendidos, então podemos nos dedicar a melhorar como grupo. Se uma banda nova não tiver um sucesso no primeiro disco, não vai fazer um segundo. As gravadoras já não deixam as bandas se desenvolverem como antigamente. Não deixam você rodar a América tocando de bar em bar. É uma pena.
RR: Que mudanças o novo disco traz ao som do Bon Jovi?
Jon > É um álbum que vai soar ao mesmo tempo muito familiar e muito contemporâneo. Não parece com os discos que fizemos antes, mas também não é tão diferente quanto nossos trabalhos solo. Normalmente, eu levo alguns anos para olhar para trás e descobrir o que certo disco significou para mim. Eu achava que These Days era um disco positivo, até que percebi como algumas letras eram sombrias. Também demorei a perceber que Keep The Faith era um disco muito consciente socialmente. Desta vez quisemos compor um disco para cima e acho que conseguimos. Tematicamente há uma frase da música Just Older que resume o feeling do disco "eu gosto da cama onde durmo/é como eu, está amaciada". Nós temos mais experiências, somos como um bom vinho, que melhora com o tempo. Ou um jeans surrado que cai bem no corpo. Nós estamos muito confortáveis com o que somos e com o que fazemos. Nunca embarcamos em modas, porque sabemos que elas vêm e vão. Nós não vamos tentar fazer música com um toque latino só porque essa é a onda agora. Quando o Bon Jovi começou em 1983, Cindy Lauper e Boy George faziam muito sucesso. Quando lançamos Slippery When Wet, o grande nome da época era Tears for Fears. Onde esses caras estão agora? Em lugar nenhum.
RR: Vocês já se consideram uma banda clássica de rock?
David > Sim. Você luta toda a sua vida para ter sucesso e, quando consegue finalmente, percebe que manter o sucesso é mais difícil que chegar a ele. Nós somos sobreviventes. Nós buscamos a longevidade. Queremos ser uma banda que estará por muitos anos na estrada. Você olha os Rolling Stones, e eles ainda estão tocando, com quase 60 anos. Nós queremos isso também.
RR: Como os trabalhos solo de cada integrante contribuiram para o som do novo disco da banda?
Tico > A gente tem um acordo em que cada um cuida da sua vida e se reúne de dois em dois anos para tocar juntos. É ótimo que possamos experimentar novas formas de arte, porque, quando a gente volta a se encontrar, cada um traz uma nova experiência para a banda - até mesmo ter filhos - o que muda a sua vida completamente. Desta vez, nos encontramos depois de quatro anos e foi mais divertido e criativo do que nunca. Essas novas músicas são o melhor que podemos fazer.
RR: Jon, o cinema tem roubado muito tempo da sua carreira musical?
Jon > Sim, eu tenho estado muito ocupado. Fiz muitos filmes nesses quatro anos em que não estivemos na estrada... Antes do fim da última turnê, eu havia feito dois filmes. Agora, quatro anos depois, já são 8 filmes em papéis pequenos ou grandes.
RR: Foi por isso que vcs demoraram quatro anos para lançar um disco novo?
Richie > Foi uma soma de fatores. Os trabalhos-solo tomaram mais tempo do que imaginávamos. Nossa antiga gravadora a Polygram, foi comprada pela Universal, e isso retardou um pouco as coisas; e o produtor que havíamos escolhido para o disco morreu inesperadamente. Além do choque, isso atrasou ainda mais o álbum. O lado positivo dessa demora foi ter mais tempo para escrever 60 canções e escolher as melhores delas.
PARTE II EM BREVE!
Por Cá Ormastroni
Blog BON JOVI We Love You!

Ai amiga, adorei e estou ansiosa pela segunda parte!!
ResponderExcluirkkkk se der ainda hoje!!!!
ResponderExcluirQ triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii bjjovis gurias *.*
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